sábado, 14 de maio de 2011

Carvão ecológico?, não se engane!!!






Várias empresas de carvão vegetal gostam de usar o termo “ecológico” para vender seus produtos. Mas nem adianta ficar com a consciência mais tranquila: o que você compra para fazer churrasco aos domingos, não importa o rótulo, é bem poluente. Somente 35% da madeira queimada durante a produção do produto no Brasil vira, de fato, carvão vegetal, conta José Otávio Brito, professor titular da área de Bioenergia da USP (Campus Piracicaba).  O que acontece com os outros 65%? Transformam-se em gases que vão para a atmosfera, com componentes causadores de efeito estufa. “E para cada tonelada fabricada são emitidos 30 quilos de metano, um gás que é 16 vezes pior para o efeito estufa que o CO2”, afirma Brito.
Ah, mas e o carvão ecológico, não emite menos gases? Não.  O que pode deixar a marca de carvão menos suja é o fato de não derrubar florestas nativas para fazê-lo. O carvão vegetal pode ser produzido de árvores naturais, fontes renováveis (eucalipto e pinus, plantados e coletados pelas próprias indústrias) ou ser feito de briquete, (pó que sobra do manuseio do carvão compactado com um aglutinante de amido). “No Brasil, pelo menos 50% do carvão vegetal, infelizmente, ainda é produzido de forma não-sustentável, de florestas naturais”, conta Guilherme de Andrade Lopes, coordenador de certificação florestal do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora).
Segundo Lopes, plantar e cortar eucalipto é melhor para o meio ambiente porque o crescimento das árvores captura CO2 e ajuda a reduzir o impacto causado pela carbonização da madeira. O briquete também é uma forma “mais adequada”, por aproveitar o material descartado por serrarias e fabricantes de móveis. Mas, de acordo com os especialistas, nenhuma dessas iniciativas torna o carvão vegetal ecológico, quanto mais “100% ecológico”, como na imagem abaixo.
A verdade é que o Brasil ainda não tem uma norma voluntária ou compulsória para usar o rótulo “ecológico” no carvão vegetal – como possui indústria de celulose e papel. Para os fabricantes de papel usarem o termo “ecológico”, por exemplo, seus produtos devem ter pelo menos 25% de fibra reciclada, ou seja, no máximo 75% de fibra virgem – que deve ser obtida de processos livres de cloro. Não se engane!!!!

2 comentários:

  1. Más no precesso de pirolise, é possível aproveitar a fumaça como gas para acionar um motor e com isso não ser eliminada diretamente na atmosfera.

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  2. Más no precesso de pirolise, é possível aproveitar a fumaça como gas para acionar um motor e com isso não ser eliminada diretamente na atmosfera.

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