domingo, 2 de outubro de 2011

Processo ambientalmente correto retira químicos têxteis da água


A sueca Maria Jonstrup desenvolveu um novo processo de purificação, ambientalmente correto, para limpar as águas contaminadas pela indústria têxtil. O projeto faz parte de sua tese de doutorado e já apresentou resultados positivos em laboratório.
Corantes da indústria têxtil são um dos aspectos mais perigosos para o meio ambiente. Durante o tingimento, substâncias químicas nocivas que são difíceis de quebrar são liberadas, muitas vezes em rios e terras agrícolas. No entanto, a doutoranda em Biotecnologia da Universidade de Lund, na Suécia, Maria Jonstrup, desenvolveu um novo processo de purificação, ambientalmente correto, que deixa apenas água limpa.
Os resultados são apresentados em sua tese“Treatment of textile wastewaters using combinations of biological and physico-chemical methods”. Maria conduziu experiências com ambas as enzimas de fungos e bactérias do esgoto da indústria têxtil e de estações de tratamento de águas residuais municipais. No entanto, somente quando ela combinou dois tipos diferentes de processos de purificação - uma biológica e outra química - que o avanço veio.
"Primeiro, os microorganismos quebram as tinturas em um reator. Esta etapa biológica é a mais importante. No entanto, para ter certeza de que a água é completamente purificada, eu também uso alguns produtos químicos. Pequenas quantidades de ferro e peróxido de hidrogênio em combinação com a luz UV (ultravioleta) quebram até mesmo as estruturas mais difíceis", explica.
"Se funciona em escala de laboratório, é bem provável que ela também irá funcionar em uma situação da vida real", disse Maria, em um comunicado da universidade. "Em longo prazo, deve ser possível para fábricas têxteis na Índia, China e Bangladesh usar a técnica”.
A combinação de purificação biológica e química já é utilizada em alguns lugares, mas esses métodos são raramente eficazes, o que significa que grandes quantidades de produtos químicos perigosos são liberados.
A nova técnica será testada ao longo dos anos em grandes volumes de água, refletindo as condições 'reais' nas fábricas têxteis. O desafio será o de estudar a forma como a luz UV na fase química poderia ser substituída pela a luz solar normal. Depois disso, espera-se que a técnica seja testada em uma fábrica real.
A ideia para a pesquisa surgiu quando o supervisor de Maria, Bo Mattiasson, professor de biotecnologia, viajou para Índia em 2002 e visitou as indústrias têxteis. Ele observou os problemas e iniciou o trabalho. O projeto foi financiado pela Agência de Cooperação de Desenvolvimento Sueca (Sida). Maria Jonstrup defenderá sua tese em 29 de setembro. Com informações da Lund University

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