domingo, 15 de abril de 2012

Brasil bateu recorde de produção em biomassa


O crescimento no Brasil foi de 1.9 GW (gigawatts), o que totaliza 8.7 GW e torna o país líder mundial. l Foto: Rui Ornelas/Flickr
A capacidade instalada no Brasil para gerar energia através da biomassa foi, em 2011, a melhor já registrada. O crescimento foi de 1.9 GW (gigawatts), o que totaliza 8.7 GW. Desta forma, o país sobressaiu-se e, pela primeira vez, alcançou o título de líder mundial.
Os dados constam no relatório do Pew Environment Group, que faz parte da organização sem fins lucrativos The Pew Charitable Trust, sediada nos Estados Unidos. De acordo com o documento, o Brasil também está na liderança no ranking mundial em produção de biodiesel.
Em 2011, foram aplicados oito bilhões de dólares, equivalente a 14,6 bilhões de reais, o que representa um aumento de 15% em relação a 2010. Mesmo assim, o Brasil regrediu, ao passar de sexto para décimo lugar entre os países que investem em energia renováveis, ficando atrás de Estados Unidos, China e Índia, por exemplo.
O estudo, intitulado “Who is Winning the Clean Energy Race”, indica que os Estados Unidos investiram US$ 48 bilhões em energia limpa, enquanto a China investiu US$ 45,5 bilhões. Os norte-americanos então conseguiram ultrapassar a China, que já estava à frente há três anos.
Os investimentos mundiais em tecnologias para a geração de energia limpa atingiu o recorde com 263 bilhões de dólares, o que representa um aumento de 6,5%. De acordo com o relatório, os países do G20 respondem por 95% dos investimentos no setor.
“Nesse momento, temos 565 GW de capacidade instalada (para geração de energia limpa) no mundo. Isso supera em 47% a capacidade instalada para energia nuclear”, afirmou Phyllis Cuttino, diretora do Programa de Energia Limpa do Pew Charitable Trust.
Para ela, dificilmente, os EUA se manterão na posição de líder em investimento de energia renovável, pois conseguiram benefícios à curto prazo. “Os investidores agiram rápido para tirar vantagem de políticas que estavam a ponto de expirar, como incentivos fiscais e garantias sobre empréstimos, que terminaram no final de 2011”.  
Phyllis acredita que a tendência é que a China retome sua posição, uma vez que o país aumentou seu alvo para capacidade de geração de energia solar de 20 GW em 2020 para 50 GW. “Vai ser um bom lugar para investimentos, à medida que incentivos à (energia) solar declinam nos Estados Unidos e na Europa”, completou.Com informações da BBC.
fonte: CicloVivo

Um comentário:

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