segunda-feira, 30 de julho de 2012

Cientistas descobrem falha subglacial que contribui para degelo antártico


Cientistas descobriram uma falha do tamanho do Grand Canyon escondida debaixo do manto de gelo da Antártida, que afirmam contribuir para o degelo e a consequente elevação do nível do mar.
A falha, com cerca de 1,5 km de profundidade, 10 km de largura e 100 km de extensão, foi detectada pelos pesquisadores que usaram um radar para medir a topografia subglacial, explicou o glaciologista Robert Bingham, afirmando que a descoberta surpreendeu a equipe.
Os cientistas acreditam que uma retração do manto de gelo da Antártida Ocidental seja responsável por cerca de 10% da elevação do nível do mar provocada pelas mudanças climáticas, que se não for controlada ameaça inundar muitas cidades litorâneas em algumas gerações. 
O manto, uma enorme massa de gelo com até 4 km de espessura que cobre a superfície terrestre e se estende até o mar, derrete mais rapidamente do que em qualquer parte da Antártida.
Mas o conhecimento rudimentar dos cientistas sobre a topografia subsuperficial dificultou prever a proporção e a extensão exatas do degelo, destacaram os pesquisadores em um estudo publicado pelo periódico Nature.
Acredita-se que o vale recém-descoberto, formado muito antes de a região ser coberta por gelo, faça parte de um sistema de falhas muito mais amplo na Antártica Ocidental, "que sabemos que existe, mas não sabemos onde fica", afirmou Bingham
.
"Agora temos uma ideia melhor de que partes desse sistema de falhas avançam mais a oeste do que se sabia anteriormente", acrescentou.
O tipo de falha encontrada sob a corrente de gelo Ferrigno é causada quando uma placa continental começou a se partir, como ocorreu com os grandes lagos que inundaram sistemas de falhas em regiões do leste da África atualmente.
"É a forma da falha que contribui para que a região seja vulnerável ao degelo", explicou Bingham.
"Sua localização indica que o gelo se encontra a uma profundidade maior e corre para o interior quanto mais se distancia do mar. Estas duas condições fazem desta uma topografia vulnerável a uma redução da espessura do gelo", ao permitir que águas marinhas quentes cheguem ao interior do continente.
Bingham explicou que a descoberta demonstra que a geologia, e não apenas os fatores climáticos, têm contribuído para o degelo na Antártica.
"Isto muda nossa visão da questão, que era tradicionalmente considerada um efeito moderno do aquecimento global, enquanto o que vemos é que o efeito moderno na verdade se sobrepõe a uma evolução geológica muito antiga", acrescentou.
"Nos ajuda a compreender que o processo todo é algo que ocorre ao longo de muitos ciclos de tempo", continuou.
Os cientistas só exploraram a região uma vez antes desta, em 1961. Agora, especialistas da Universidade de Aberdeen e da British Antarctic Survey realizaram três meses de trabalho de campo em 2010.
"Nós nos voltamos para a região porque vimos, a partir de medições de satélite, que estava ocorrendo uma redução da espessura do gelo", disse Bingham.
"Quando realizamos a varredura descobrimos este vale, mas foi realmente uma surpresa que fosse muito mais profundo e condicionado a esta redução da espessura do gelo do volume do que se esperava", acrescentou.
Fonte:Portal IG

Artistas usam grama como paleta


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Ackroyd e Harvey são dois artistas britânicos que usam grama como paleta. Seus trabalhos anteriores incluem uma cobertura de grama na lateral do National Theatre, em Londres, um piso de em uma igreja vazia e o plantio de 7 mil bolotas de carvalho em vasos, em homenagem ao artista alemão Joseph Beuys
Seu último trabalho, realizado em uma casa de campo em Chamarande, França, consiste em “fotos” de pessoas que trabalham para a prefeitura local.
As fotos são feitas de mudas de grama, com diferentes cores e texturas devido à fotossíntese. A grama se torna mais ou menos verde, dependendo da exposição à luz, e é um dos materiais favoritos da dupla de artistas. Eles trabalham em espaços públicos, onde o impacto ocorre em grande escala, combinando escultura, fotografia, ciência, arquitetura e ecologia em suas obras.
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O efeito, obviamente, é temporário. À medida que a grama cresce, as fotos mudam ou desaparecem. “Sabemos que a imagem se desvanecerá, a grama ficará amarela e morrerá. O desaparecimento gradual da imagem da visão, da memória e da vida está implícito em tudo o que olhamos”, explicam.
Seu trabalho também será exibido no novo Parque Olímpico, onde dez árvores serão plantadas e cercadas por anéis de metal lavrados, com seis metros de diâmetro e pesando quase meia tonelada, que formarão um memorial dos jogos.
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“Uma árvore marca a passagem do tempo. Esta obra de arte crescerá ano após ano, transformando-se com a mudança das estações, refletindo a natureza em evolução do Parque Olímpico pelas próximas décadas”, finalizam.
Há inscrições diferentes para o carvalho e o freixo. Três das “Árvores Históricas”, como estão sendo chamadas, já foram plantadas, e três o serão depois dos Jogos. Os anéis receberão uma gravação com a história do local. Um anel de bronze no chão refletirá a sombra lançada sobre ele.
Fonte :TreeHugger Brasil

Rio pode aprender com as Olimpíadas de Londres em legado e sustentabilidade


 O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, afirmou nesta sexta-feira que os organizadores dos Jogos do Rio de Janeiro-2016 podem aprender "muitas coisas" com Londres-2012, especialmente em termos de legado e de sustentabilidade.
"O mais importante, acredito, é o fato de que o legado e a sustentabilidade foram organizados desde a criação do comitê organizador", declarou Rogge ao ser questionado sobre as lições que a próxima sede olímpica pode receber do evento que começa nesta sexta-feira.
"Às vezes, no passado uma cidade se preocupava com o legado e a sustentabilidade durante a preparação dos Jogos ou ao final", completou, antes de destacar que no caso de Londres as duas questões foram "muito importantes" desde o princípio.
Os Jogos Olímpicos e os 9,3 bilhões de libras (14,6 bilhões de dólares) investidos recuperaram uma grande área poluída do leste de Londres, que foi transformada no Parque Olímpico, com a ambição de, no futuro, ser transformada em um novo bairro.
Londres-2102 também deveria ser o evento olímpico mais "verde" da história, mas os organizadores tiveram que fazer algumas concessões desde as ambiciosas promessas com as quais a cidade foi eleita, em 2005.
Rogge acompanhou na noite de quinta-feira, ao lado da presidente Dilma Rousseff, a inauguração oficial da Casa Brasil, montada pelo comitê organizador Rio-2016 para promover a próxima Olimpíada.
Fonte:Jornal do meio ambiente

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Por que as mensagens verdes não geram ação? A resposta está no nosso cérebro

Simran-sethi-tedxcibeles

Há uma dolorosa realidade no mundo ambiental: os seres humanos não estão fazendo o bastante para evitar que a temperatura do planeta suba dois graus e desencadeie mudanças climáticas perigosas. De fato, nos últimos dois anos, seus possíveis efeitos deixaram de ser uma ameaça para se tornar realidade: sofremos omaior número de desastres naturais da história recente e registramos as temperaturas mais altas até o momento.
No entanto, nunca tivemos tantos dados, tantas imagens, tantas horas de televisão, minutos de rádio e palavras escritas sobre a crise ambiental. Se não é informação, o que está faltando para colocarmos a mão na consciência?
Simran Sethi, jornalista indiana radicada nos Estados Unidos, fez esta pergunta e a busca por uma resposta a levou a analisar o está faltando na divulgação dos problemas ambientais. Em uma palestra do TEDxPlazaCibeles, Sethi explica que não evoluímos o suficiente como espécie para entender os problemas que enfrentamos hoje: temos o mesmo cérebro que tínhamos há 200 mil anos, e ele processa informações de diferentes maneiras.
“O que vemos e o que experimentamos de forma direta é só o que importa. É por isso que meu colega Doug não tem certeza de que o ser humano esteja causando a mudança climática, mas tem certeza de que as partículas de poluição de nossa ‘fábrica de carbono’ estão piorando a asma de sua filha”, explica.
Os seres humanos respondem a quatro tipos de ameaças: instantâneas, iminentes, personalizadas e repulsivas. Segundo Sethi, elas “acendem” o cérebro inteiro e colocam a pessoa em estado de alerta, enquanto a ideia de um aquecimento global de dois graus “acende” apenas uma pequena parte do cérebro, denominada córtex pré-frontal, a parte do cérebro que se conecta com o futuro. “Se eu nos bombardeasse com imagens de crianças famintas ou de albatrozes das Ilhas Midway com estômagos cheios de plástico, ficaríamos tristes e condoídos, mas depois voltaríamos a nos preocupar com a vida cotidiana”, explica.
“O que vemos e o que experimentamos de forma direta é só o que importa. É por isso que meu colega Doug não tem certeza de que o ser humano esteja causando a mudança climática, mas tem certeza de que as partículas de poluição de nossa ‘fábrica de carbono’ estão piorando a asma de sua filha”.
Outro problema do nosso cérebro chama-se viés de confirmação: costumamos acreditar nas informações que confirmam a visão de mundo que já temos. É por isso que não conseguimos convencer um cético do clima apenas com dados.
Para formar vínculos com pessoas que não pensam como nós, é importante encontrar áreas de comunhão. Sethi fala de um de seus colegas: um homem criado em um parque de trailers no Kansas, que vai à igreja aos domingos e toma leite nas refeições, alguém que poderia ser considerado a antítese do ambientalista. No entanto, este homem caça aves para se alimentar, planta o próprio alimento e tem uma relação muito mais íntima com a comida do que ela.
“Ele cuida dos recursos naturais porque o senso comum manda, dirige um carro econômico para economizar e jamais se autodenominaria um ambientalista. O termo ‘ambientalista’ foi polarizado e politizado, mas nosso desejo de conservar e de proteger o meio ambiente é o mesmo”, pontua.
Exatamente quando há espírito de comunidade e cooperação é que encontramos a felicidade: quando nos envolvemos com os outros e os ajudamos, são ativados circuitos de gratificação no cérebro, os mesmos que acendem quando ganhamos um prêmio.
Considerando estas premissas, como comunicar os problemas ambientais de forma a gerar ação? Alguns pontos para reflexão:
· Apelar para imagens e experiência direta
· Vincular os problemas às nossas preocupações imediatas e às pessoas que nos importam
· Considerar o viés de confirmação e analisar a pessoa que está do outro lado, para entender de onde vem e quais são suas crenças
· Buscar um ponto de comunhão, que apele para nossos valores mais profundos
· Superar o isolamento e o individualismo em nome da cooperação.
“Nosso desafio é pensar nas pessoas que não são como nós, mas que no fundo são exatamente como nós. É preciso escutá-las, prestar atenção em suas preocupações e contar histórias que atendam a suas inquietudes”, exemplifica Sethi. “Só quando deixamos de ser ‘nós’ e ‘eles’ e nos tornamos parte de um todo é que poderemos resolver esses problemas juntos”.
Veja a palestra completa (em inglês) no vídeo abaixo:
As questões levantadas pela jornalista e professora são fundamentais para educadores, ativistas e até cidadãos interessados em difundir as questões ambientais.

Fibops - Feira de Produtos e Práticas Sustentáveis


Data: de 21/08 até 23/08
Horário: das 10h às 19h
Local: Rua Casa do Ator, 275 - Universidade Anhembi Morumbi - São Paulo, SP
Contato: http://www.fibops.com.br
Sintonizada com um novo formato de economia e mercado, a feira reúne e compartilha conhecimento, práticas, serviços e produtos pró-sustentabilidade, fomenta novos negócios, capacita gestores e proporciona aproximação entre os diversos players da sociedade em torno dos desafios e oportunidades que a sustentabilidade impõe a governos, países, empresas e indivíduos.
Participam da FIBoPS, representantes da academia, governo, instituições representativas, empresas e empreendedores, lideranças e demais interessados em produtos, práticas e inovações pró-sustentabilidade. A empresa ou instituição com diferencial pró-sustentabilidade tem na FIBoPS a vitrine ideal para interagir e se posicionar junto a um publico altamente especializado e formador de opinião.
A FIBoPS é fruto do trabalho de 10 anos do Programa Benchmarking Ambiental Brasileiro, iniciativa independente que construiu e detém o maior banco digital de boas práticas de sustentabilidade de livre acesso do país. O Banco Digital de Boas Práticas Socioambientais congrega aproximadamente 200 boas práticas catalogadas em 10 diferentes temáticas gerenciais: Resíduos; Energia; Gases e Poluentes; Recursos Hídricos e Efluentes; Educação, Informação e Comunicação Ambiental; Ferramentas e Políticas de Gestão; Manejo e Reflorestamento; Pesquisas Científicas e Desenvolvimento de Novos Produtos; Proteção e Conservação; Arranjos Produtivos. Mais de 90 especialistas de vários países já participaram da comissão técnica que avalia e seleciona as práticas inscritas sem ter acesso ao nome da organização.
Mais de 120 empresas já foram rankeadas pelo Programa Benchmarking e integram hoje o maior Banco de Boas Práticas de Sustentabilidade de livre acesso do país. 
Com este rico acervo, tornou-se imperativo o compartilhamento com setores de grande influencia no desenvolvimento humano e tecnológico: Empresas, Academia, Centros de Pesquisas e Ensino Profissionalizante, Entidades Associativas e Representativas ligadas ao setor empresarial e social, Setores Governamentais, Mídia Especializada, Terceiro Setor e Lideranças em geral.
fonte: Ciclo Vivo

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Soluções energéticas criativas

A eletricidade é muito importante para a vida moderna, porém sua produção muitas vezes é nociva ao meio ambiente. Pensando nisso, o designer coreanoChoi Ryan Jongwoo inventou maneiras criativas de gerar energia de modo sustentável sem usar a eletricidade.

Uma de suas criações é a tubulação “ES Pipe: Waterwheel”, que pode ser instalada entre os tubos existentes de uma torneira, e usa uma série de mini turbinas para gerar energia a partir da água que flui.

Cada vez que alguém gira a torneira, a energia é gerada e pode ser armazenada em lâmpadas acopladas ao tubo.


Foto: Reprodução/ Choi Ryan Jongwoo
Essas lâmpadas podem ser retiradas da tubulação durante a noite para iluminar uma área com a energia acumulada.
Ryan Choi Jongwoo também criou uma caneca que consegue manter o seu conteúdo quente do primeiro ao último gole sem usar a eletricidade.
Foto: Reprodução/ Choi Ryan Jongwoo
A caneca contém uma solução de acetato de sódio, que é sólida quando fria e líquida quando aquecida.
Foto: Reprodução/ Choi Ryan Jongwoo

Se um líquido quente é colocado dentro da caneca, a solução é aquecida e se transforma em líquida. Com o tempo, o conteúdo da caneca esfria e a solução também, volta ao estado sólido.
Foto: Reprodução/ Choi Ryan Jongwoo
Quando isso acontece, é só pressionar os botões laterais da caneca que o impacto dessa ação vai transferir calor para a solução, esquentando-a e, consequentemente, aquecendo o conteúdo da caneca.
Com criatividade quem precisa de eletricidade, né?



Comunidades filipinas recebem “lâmpadas” de garrafa PET



 O “1 litro de Luz” tem como objetivo instalar um milhão de “luminárias” em residências que não têm acesso à energia elétrica | Foto: Divulgação

 A técnica aplicada nas Filipinas foi idealizada por um mecânico brasileiro. | Foto: Divulgação
A técnica aplicada nas Filipinas foi idealizada por um mecânico brasileiro. | Foto: Divulgação
O grupo My Shelter Foundation conta com uma equipe de estudantes do MIT dispostos a transformar a vida de comunidades filipinas utilizando apenas garrafa PET, água e água sanitária. Através destes três itens o grupo leva luz aos locais que não possuem rede de energia elétrica.
A técnica aplicada nas Filipinas foi idealizada por um mecânico brasileiro. Afonso Moser usou o método rústico para substituir de maneira eficiente e barata o uso das lâmpadas em sua residência, no estado de Minas Gerais. Ao serem instaladas no teto da casa, as garrafas funcionam como claraboias, capazes de ampliar o reflexo do sol durante o dia para aproveitar essa luminosidade internamente.
A campanha foi apelidada de “1 litro de Luz” e tem como objetivo instalar um milhão de “luminárias” em residências de famílias filipinas que não têm acesso à energia elétrica ou que habitam áreas cuja rede de eletricidade é muito perigosa. O prazo para que este objetivo seja cumprido expira no final deste ano.
As garrafas são cheias de água, misturada com um pouco de água sanitária, para manter os germes distantes. Além disso, elas podem ser facilmente instaladas, desde que seja feito um buraco no telhado da residência, em que a garrafa será fixada com metade de sua estrutura para dentro da casa e o restante para fora. Para finalizar, é necessário fazer o isolamento adequado para que não restem frestas por onde a água possa passar em dias de chuva.
O simples sistema já tem resultado em reflexos positivos na qualidade de vida das comunidades que receberam o projeto. Portanto, os idealizadores pretendem expandir o trabalho para outros locais do mundo em que ele se mostre necessário. Com informações do Inhabitat.
fonte: CicloVivo

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Onda de calor deixa 13 mortos e mais de 5.000 hospitalizados no Japão


A onda de calor que na semana passada castigou diversas áreas do Japão, com temperaturas de mais de 35 graus centígrados, deixou 13 mortos e cerca de 5.500 hospitalizados, informou nesta terça-feira a Agência de Gestão de Desastres.

No total, precisaram ser transferidas de ambulância e hospitalizadas 5.467 pessoas, número mais de duas vezes maior que o da semana precedente. Na segunda-feira da semana passada, 60 dos 927 centros de observação meteorológica do país registraram temperaturas de mais de 35 graus, o que levou a Agência de Meteorologia a pedir à população que tivesse precaução perante a onda de calor.
Em zonas como as províncias de Gunma e Saitama, ao norte de Tóquio, a temperatura chegou a 37,5 e 36,4 graus, respectivamente, enquanto ao sudoeste, na província de Tottori, alcançou 36,8 graus.
Entre os falecidos, na terça-feira passada um homem de 80 anos foi encontrado morto em uma plantação na província noroeste de Niigata, enquanto uma mulher de 37 anos morreu após sofrer uma parada cardiopulmonar e cair em um rio de Tóquio, detalhou a agência "Kyodo".
Nesta semana, as altas temperaturas darão uma pequena trégua no Japão, já que estão previstas nuvens em grande parte do arquipélago.

Mercado de Carbono


O homem lança mais de 35,5 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2), o principal gás causador do aquecimento global, por ano* na atmosfera. Para diminuir este número, foram criados mecanismos de redução de emissões de gases do efeito estufa através dos mercados de carbono.
Portanto, o mercado de carbono busca negociar a redução das emissões de dióxido de carbono, teoricamente auxiliando na mitigação das mudanças climáticas. Para compor tal sistema, é preciso a elaboração de uma série de metodologias, regulamentações e estruturas de monitoramento e comercialização dos ‘créditos’ de redução das emissões.
Atualmente o comércio de crédito de carbono, tanto no mercado compulsório quanto voluntário, está movimentando a economia de grandes atores da economia global, como os integrantes da União Europeia, Austrália, Nova Zelândia e Califórnia.
 O maior mercado de carbono é o estabelecido pela União Europeia para cumprir seus compromissos sob o Protocolo de Quioto, que coloca o sistema como um dos mecanismos de flexibilizaçãoadicionais às ações tomadas em nível nacional, para o corte nas emissões.
Sob as regras do Protocolo de Quioto, o mercado de carbono é um mecanismo que busca diminuir custos para se chegar a um corte absoluto sobre as emissões. Assim, é determinado aos países que têm compromissos de redução (países do Anexo I de Quioto) um teto (‘cap’) para suas emissões através da alocação ou leilão de ‘permissões’.
A partir daí, os países ou empresas têm que montar estratégias para se manter abaixo da cota de emissões, o que possibilita o surgimento do comércio de permissões (quando um agente emite menos que a cota e vende para outro que está acima dela) ou de compensações de emissão.
Este último, representado mais significativamente pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), gera as chamadas ‘offsets’ ou créditos de compensação, permitindo a entrada no mercado de países que não têm metas sob Quioto com projetos avaliados segundo metodologias aprovadas pela Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês).
Os projetos precisam ter como preceito o corte das emissões além do que ocorreria normalmente (sem o apoio do MDL) e o incentivo ao desenvolvimento sustentável.
O Brasil, que já ocupou o primeiro lugar no ranking dos principais produtores de projetos de MDL, acabou perdendo o lugar para a China e a Índia.
Iniciativas Nacionais   
A criação de um mercado de carbono internacional, conectando as iniciativas de todos os países voltadas ao corte das emissões de gases do efeito estufa, sempre foi almejada pela União Europeia.
Porém, com a falta de entendimento dos países nas negociações internacionais do clima, este objetivo parece cada vez mais longínquo. Assim, começaram a surgir iniciativas domésticas similares, mas não idênticas à da UE.
A Nova Zelândia foi o primeiro país fora da UE a aprovar e implantar o seu próprio esquema de comércio de emissões (Emissions Trading Scheme – ETS, em inglês), ativo desde 2010. Califórnia e Austrália estão avançando no mesmo caminho e outros países, como China, Coreia do Sul, México e Brasil têm iniciativas menos desenvolvidas, mas também neste sentido.
Mercado voluntário
O mercado de carbono também existe fora do contexto ‘regulado’ ou ‘compulsório’, com vários programas voluntários de redução das emissões sendo implementados ao redor do globo nos mais diversos níveis, desde individual, corporativo e até regional, seguindo o mesmo raciocínio de compensação das emissões que o MDL.
O mercado voluntário abre as portas para a inovação, já que não tem muitas regras pré-estabelecidas como no Protocolo de Quioto, e para projetos de menor escala que seriam inviáveis sob Quioto.
As negociações no ambiente voluntário são guiadas pelas regras comuns de mercado, podendo ser efetuadas em bolsas, através de intermediários ou diretamente entre as partes interessadas. A convenção para a transação dos créditos é o CO2 equivalente.


Fonte:Instituto carbono Brasil

Trepadeiras nas fachadas podem diminuir poluição nas cidades em até 30%


O uso de plantas nas paredes externas de prédios em uma mesma rua, criando "corredores verdes", poderia funcionar como um filtro para a poluição nas grandes cidades, diminuindo em até 30% a quantidade poluentes no ar de grandes metrópoles, segundo um estudo britânico.
Pesquisas anteriores já previam que o aumento de áreas verdes em cidades poderia reduzir em 5% a quantidade de poluentes, mas o novo estudo conduzido por cientistas das universidades de Birmingham e Lancaster mostra que os "corredores verdes" têm um potencial mais efetivo.
Publicados no periódico Tecnologia e Ciência do Ambiente, os resultados do trabalho mostram que tais medidas poderiam ser mais eficientes do que iniciativas tradicionais.
 
"Até agora todas as iniciativas para tentar reduzir a poluição têm sido feitas 'de cima para baixo', como livrar-se de carros velhos, acrescentar catalisadores e até introduzir taxas de congestionamento – e elas não têm mostrado o efeito desejado. O benefício dos 'corredores verdes' é que eles limpam o ar que entra e fica no espaço entre os prédios", diz Rob MacKenzie, um dos autores da pesquisa.
Os 'corredores' nada mais são do que placas cobertas com plantas 'trepadeiras', que crescem acopladas a uma estrutura, colocadas sobre as paredes exteriores de construções nas cidades.
"Plantar mais ('corredores verdes') de uma forma estratégica poderia ser uma maneira relativamente fácil de controlar nossos problemas locais de poluição", acrescenta o cientista.
Vantagens e desafios
Especialistas sugerem que a criação deste tipo de "corredor verde" também tem vantagens práticas, além do previsto benefício ambiental.
Similares como as chamadas "paredes verdes", que funcionam como jardins verticais, geralmente compostas por diferentes tipos de plantas e muitas vezes criados por paisagistas, necessitam de sistemas de irrigação específicos, além de fertilizantes e cuidados mais intensos.
Já os "corredores" consistem em uma parede inteira coberta por um tipo único de planta trepadeira, mais resistente.
Mesmo assim há desafios.
Tom Pugh, outro autor do estudo, lista algumas das dificuldades a serem enfrentadas. "Precisamos tomar cuidado quanto às plantas: como e onde plantaremos tais tipos de vegetação, (além de garantir que) não sejam afetadas por seca, não sejam atingidas por calor excessivo e que não sofram ações de vândalos", diz.
Anne Jaluzot, de um grupo comunitário sobre plantio de árvores em áreas urbanas, diz que a estratégia tradicional, de plantar muitas árvores pequenas, não ajuda em nada para a biodiversidade, e o controle de enchentes e da poluição.
Ela diz que seria preferível se concentrar em regiões menores e nelas plantar árvores muito grandes, mesmo que em número menor. Ela também critica os "jardins verticais", mais elaborados, como uma "perda de dinheiro".
"Esses jardins verticais em geral são bonitos, mas são insustentáveis devido ao alto custo de manutenção e a necessidade de adubos. Simplesmente cobrir uma parede com plantas trepadeiras seria em geral uma solução muito melhor para prefeituras e organismos do setor", avalia.
Fonte:Jornal do meio ambiente

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Bike que brilha no escuro traz mais segurança ao ciclista noturno


A bicicleta “Puma glow-in-the-dark”, ou bicicleta que brilha no escuro, é ideal para quem quer pedalar à noite pela cidade, mas não abre mão da segurança. Ela foi criada pela empresa alemã Puma e já é comercializada em muitos países.
A bike é a terceira versão da linha Urban Mobility, uma coleção criada de acordo com as necessidades de um morador da cidade. Isso inclui vestuário, acessórios e calçados. Mesmo assim, esta é a primeira feita com um quadro que brilha.
A "Puma glow-in-the-dark" é ideal para passeios na cidade. Ela tem uma engrenagem simples, inclui um sistema de bloqueio integrado, fio de segurança que pode ser retirado evitando furtos, freios a disco, rodas em liga de prata e uma corrente de aço carbono.
As características adicionais da bike são os pneus robustos e um mecanismo semi-dobrável rápido e fácil, para uma maior comodidade. Este projeto fácil de dobrar torna a bike uma companheira de viagem perfeita e permite que os passageiros tenham fácil acesso dentro e fora dos transportes públicos, carros ou elevadores. Este elemento oferece todos os benefícios de uma bicicleta dobrável, sem comprometer o estilo.
Disponível em duas opções de cores, creme que se transforma em verde brilhante (no escuro) e laranja que fica dourada, todo mundo na rua vai ser capaz de vê-lo chegando. Ela brilha especialmente se for deixada exposta à luz do sol durante todo o dia, assim à noite o brilho dura por várias horas.
Com este quadro peculiar o motorista ficará mais seguro, especialmente quando for combinada com uma cabeça regular e luzes traseiras. Com uma aparência única externa, os viajantes urbanos podem expressar seu estilo pessoal e se sentir seguro ao mesmo tempo, além de contribuir para o meio ambiente e para sua saúde.
As bikes estão disponíveis nas lojas PUMA selecionadas em todo o globo, e o preço é superior a US$ 1600.
Fonte:Ciclo vivo

Maior parte dos municípios brasileiros não tem Plano de Gestão de Resíduos Sólidos


A maior parte dos estados e municípios brasileiros ainda não elaborou seu Plano de Gestão de Resíduos Sólidos, apesar de o prazo para concluir o projeto – que deve indicar como será feito o manejo do lixo em cada localidade – estar próximo do fim. A partir de dois de agosto, a cidade que não tiver o planejamento fica impedida de solicitar recursos federais para limpeza urbana. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, até o momento houve apenas 47 pedidos de verba para construção dos planos, entre solicitações de administrações municipais e estaduais.
Como não é obrigatório pedir auxílio da União para elaborar os planejamentos, pode haver projetos em curso dos quais o ministério não tenha ciência. Mas a avaliação do órgão é a de que o interesse pela criação dos planos de gestão é baixo, mesmo que se leve em conta estados e municípios atuando por conta própria. “O pessoal tinha outras demandas e foi deixando de lado. Agora o prazo está se esgotando e a maioria não elaborou [o projeto]”, diz Saburo Takahashi, gerente de projetos da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente.
As cidades e unidades da Federação tiveram dois anos para construir seus planos de manejo de resíduos, cuja criação está prevista na Lei n° 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos. As consequências do pouco comprometimento com a exigência federal poderão ser sentidas cedo por estados e municípios. “De acordo com a legislação, até 2014 devem ser eliminados todos os lixões do Brasil. Para isso, será preciso implantar aterros sanitários, o que não se faz da noite para o dia. As cidades e estados que não tiverem plano de gestão não vão poder solicitar recursos para fazer isso”, destaca Takahashi.
O represente do ministério reconhece, porém, que a verba disponível para ajudar municípios e unidades da Federação a elaborar os planos é escassa. No ano passado, houve destinação de R$ 42 milhões para essa finalidade, dos quais R$ 36 milhões foram usados. Este ano não foi disponibilizado dinheiro, e o governo federallimitou-se a liberar os R$ 6 milhões que não haviam sido executados em 2011.
Saburo Takahashi ressalta, no entanto, que o ministério redigiu um manual de orientação para ajudar prefeitos e governadores na elaboração do plano, disponível no site do órgão. Além disso, a pasta firmou convênio com a e-Clay, instituição de educação a distância que pode treinar gratuitamente gestores para a criação do plano de manejo.
A pesquisadora em meio ambiente Elaine Nolasco, professora da Universidade de Brasília (UnB), considera positiva a capacitação a distância, mas acredita que para tornar a gestão de resíduos uma realidade é preciso mais divulgação desse instrumento, além da conscientização sobre a importância do manejo do lixo. “Tem que haver propaganda, um incentivo para as pessoas fazerem isso [o curso]”, opina. Elaine acredita que a dificuldade para introdução de políticas de manejo – como reciclagem e criação de aterros sanitários – atinge sobretudo os municípios pequenos, com até 20 mil habitantes. “Faltam recursos e contingente técnico nas pequenas prefeituras”, destaca.
O vice-presidente da Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP), João Zianesi Netto, também avalia que faltou capacitação e conscientização. “Alguns [Não criaram o plano] por ignorância, outros por desconhecimento técnico. Em muitos municípios de pequeno e médio porte, a destinação dos resíduos é gerenciada por pessoas que não têm a formação adequada. Além disso, há uma preocupação de que quando você começa a melhorar a questão ambiental você aumenta os custos”, afirma.
O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziluldoski, reclama da falta de auxílio financeiro para que as prefeituras cumpram as determinações da Lei n°12.305. Segundo ele, são necessários R$ 70 bilhões para transformar todos os lixões em aterro sanitário, até 2014. “Isso equivale à arrecadação conjunta de todos os municípios do país. Quando acabar o prazo, os prefeitos estarão sujeitos a serem processados pelo Ministério Público por não terem cumprido a lei”, disse. De acordo com ele, a estimativa da CNM é que mais de 50% das cidades brasileiras ainda não elaboraram os planos de gestão de resíduos.

A cara da mudança climática: avião afunda em pista derretida


Hoje sabemos que a primeira metade deste ano foi a mais quente da história dos Estados Unidos. Também sabemos que respeitados cientistas climáticos descreveram explicitamente o clima terrível deste ano da seguinte forma: “essa é a cara da mudança climática”.
São os incêndios florestais devastadores, as ondas de calor, as milhares de pessoas sedentas e sem energia ao longo da costa leste – e também um avião afundando em uma pista derretida.
Segundo explica o Washington Post, “a temperatura chegou a 37,7ºC na sexta, que tão quente que amoleceu o asfalto do aeroporto a ponto de imobilizar o avião. O veículo pequeno que costuma rebocar os aviões até os hangares bem que tentou puxá-lo, mas não adiantou”.
O atolamento de um avião de passageiros na pista do aeroporto de Washington parece ser o incidente mais estranho entre os que vem ocorrendo na região, que enfrenta temperaturas acima dos 35 graus Celsius. A foto das rodas do avião afundadas no asfalto foi tirada e postada pelo passageiro Phillip Dugaw no Reddit, e logo se tornou um viral. "Eles passaram mais de uma hora tentando desatolar o avião com o reboque antes de nos desembarcar. Não deu certo. Então tiraram as bagagens para deixá-lo mais leve e ligaram os motores. Depois de duas horas, eles desistiram e cancelaram o voo”, contou Dugaw.
Fonte:TreeHugger Brasil

Carros matam e engordam, afirma estudo britânico


A Associação Médica Britânica atualizou um estudo de 1997 sobre transporte saudável, e as notícias não são exatamente boas.
Desde o primeiro relatório, denominado Healthy Transport, Healthy Lives (Transporte saudável, vidas saudáveis), o trânsito, a compra de automóveis, os efeitos negativos do sedentarismo e a exposição à poluição do ar e sonora aumentaram no Reino Unido.
Segundo o documento, as pessoas estão dirigindo mais porque o preço dos automóveis e os custos de manutenção caíram na última década. O alto custo de um transporte público inferior, a pouca atenção dada à segurança e as dificuldades para caminhar e andar de bicicleta também contribuíram para a tendência. Os autores do relatório reconhecem a maior vantagem do uso do carro, que se deslocar de forma mais rápida. O relatório também destaca que houve uma redução geral de mortos e feridos em estradas.
No entanto, o relatório descreve o efeito da presença de novos carros e motoristas nas ruas como “desnecessariamente prejudicial” e “causa de morbidez e mortalidade significativas”.
A tendência a dirigir mais também está deixando as pessoas mais gordas e menos saudáveis, alertam os autores do estudo.
"O aumento do uso do automóvel reduziu o tempo destinado à caminhada e ao ciclismo. A supressão do deslocamento ativo é associada a níveis mais elevados de inatividade física e sedentarismo. Por sua vez, isso contribui para elevar as taxas de morbidez e mortalidade, devido a riscos maiores de problemas clínicos, como doenças cardiovasculares, excesso de peso e obesidade, doenças metabólicas e alguns tipos de câncer”.
Mas qual é a solução? Campanhas públicas que incentivem as pessoas a caminhar e a andar de bicicleta.
Infelizmente, os autores do relatório percebem a dificuldade em fazer as pessoas abandonarem o carro. “É preciso haver um forte compromisso do governo para reverter a tendência de uso excessivo do automóvel, e ao que parece, é exatamente o que não temos”, concluem.
O lado positivo é que o ciclismo está aumentando em Londres, e construir ciclovias é bem mais barato que abrir novas estradas e rodovias.
Além disso, talvez as próprias pessoas percebam que estão dirigindo demais. Muitos estudos destacam que os jovens preferem ter um smartphone a um carro. Se isso será suficiente para frear nossa dependência do automóvel, o tempo dirá.

Fonte:TreeHugger Brasil

domingo, 22 de julho de 2012

Calçadas de borracha


A garrafa quica e não quebra. Os pés sentem a diferença: o chão está mais macio. A prefeitura de Washington está instalando calçadas de borracha na cidade. Investiu US$ 60 mil nos últimos oito meses. Se o projeto-piloto continuar a dar certo, vai tomar conta da capital americana.

A cidade das árvores, como é conhecida nos Estados Unidos, está cuidando com carinho do título, trocando o cimento pelo piso emborrachado em torno das árvores, para proteger as raízes e acabar com as calçadas quebradas.

O cimento não permite que o ar e a água passem para o solo. Por isso, as raízes crescem para cima, em busca de alimento, e acabam empurrando e quebrando a calçada. Todo ano, a prefeitura tem que trocar blocos inteiros, quebrar o cimento e refazer tudo. Somente com os consertos, gasta cerca de US$ 5 milhões anualmente e ainda tem que se defender de processos na Justiça, porque as pessoas tropeçam, se machucam e exigem indenização.
Entre as placas de borracha, existe espaço suficiente para permitir a passagem de ar e de água. Como elas são maleáveis, também se adaptam à movimentação das raízes. O engenheiro da prefeitura Wasi Khan acrescenta outra vantagem do projeto: as placas são feitas de pneus reciclados, material que ocupa os depósitos de lixo e preocupa as autoridades.
Cada placa, que amortece a caminhada, significa um pneu de borracha a menos nos lixões. Mas o preço ainda é um problema. O revestimento novo custa três vezes mais do que o antigo. A vantagem virá a longo prazo. A calçada deve durar o triplo do tempo.
A instalação das placas de borracha é super-rápida, porque elas se encaixam umas nas outras com pinos que vão em orifícios. Além do mais, é um trabalho simples, porque elas são bem mais leves do que qualquer material de concreto.
Elas também são reversíveis e não queimam com pontas de cigarro. Vantagens econômicas e ecológicas à parte, uma moradora que testou a novidade diz que as árvores estão levando vantagem. Ela gostaria que a calçada inteira fosse mais macia.
Nos Estados Unidos, 86% dos pneus velhos são reciclados fazendo calçadas ou asfalto. Uma tecnologia que está dando os primeiros passos no Brasil. Cada quilômetro de estrada pavimentado com asfalto de borracha pode significar até 7 mil pneus a menos nos lixões.
Fonte: G1

Coleta de lixo tóxico ainda é desafio para o Brasil


Descarte de lixo passível de liberar substâncias tóxicas ainda é um problema para o país, apesar de já haver legislação regulamentando o assunto.

Pilhas
Cidadãos dispõem de poucos locais adequados para jogar fora pilhas e baterias
Brasília – O descarte de lixo passível de liberar substâncias tóxicas ainda é um problema para o país, apesar de já haver legislação regulamentando o assunto. De acordo com a Lei n°12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, os fabricantes, importadores e revendedores de produtos que podem causar contaminação devem recolhê-los. Mas dois anos após a regra estar em vigor, os cidadãos dispõem de poucos locais adequados para jogar fora pilhas e baterias; pneus; lâmpadas fluorescentes e embalagens de óleo lubrificante e de agrotóxicos.A lei recomenda que haja acordos setoriais e termos de compromisso entre empresários e o Poder Público para implantar o sistema de devolução ao fabricante no país, prática conhecida como logística reversa. O primeiro passo nesse sentido foi dado apenas no final do ano passado.
Em novembro de 2011, o Ministério do Meio Ambiente publicou edital de chamamento para propostas referentes ao descarte de embalagens de óleo. No início deste mês, o órgão lançou mais dois editais: um diz respeito a lâmpadas fluorescentes e o outro a embalagens em geral. No caso das embalagens de óleo, as sugestões continuam sendo debatidas. Quanto aos outros dois editais, segue o prazo de 120 dias para que entidades representativas, fabricantes, importadores, comerciantes e distribuidores enviem propostas à pasta.
Enquanto não há um sistema estruturado para destinação de resíduos perigosos, os consumidores continuam fazendo o descarte junto com o lixo comum ou são obrigados a recorrer a iniciativas pontuais de organizações não governamentais (ONGs) e empresas para fazer a coisa certa.“Alguns pontos comerciais se preocupam em fazer pequenos ecopontos para receber pilhas e baterias, mas é muito diminuto”, avalia João Zianesi Netto, vice-presidente da Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP). De acordo com Netto, houve um movimento da própria indústria no sentido de fazer o recolhimento antes de haver legislação específica, pois a maior parte dos produtos é reaproveitável e tem valor agregado. Mas, na opinião dele, a informação sobre como realizar a devolução não é satisfatoriamente repassada às pessoas. “Eu não estou vendo que estejam procurando instruir o cidadão”, avalia.A pesquisadora em meio ambiente Elaine Nolasco, professora da Universidade de Brasília (UnB), diz que as atitudes de logística reversa no Brasil são dispersas. “Está dependendo de algumas localidades. Geralmente são ONGs e cooperativas que têm esse tipo de iniciativa. Em alguns casos há participação do Poder Público, como no Projeto Cata-Treco, em Goiânia”, exemplifica ela, referindo-se a um programa da prefeitura daquela cidade em parceria com catadores de lixo.
O governo do Distrito Federal também instituiu um sistema para recolhimento de lixo com componentes perigosos. O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) disponibiliza 13 pontos para entrega de pilhas e baterias, espalhados por várias regiões administrativas do DF. A relação de endereços está disponível na página do órgão na internet.
Elaine Nolasco lembra que o risco trazido pelo descarte inadequado de pilhas, baterias e lâmpadas está relacionado aos metais pesados presentes na composição desses produtos – desde lítio até mercúrio. “Pode haver contaminação do solo e do lençol freático”, diz.
A Lei n° 12.305 estabelece, de forma genérica, que quem infringir as regras da Política Nacional de Resíduos Sólidos pode ser punido nos termos da Lei n° 9.605/1998, também conhecida como Lei de Crimes Ambientais. Assim, elas podem ser denunciadas às delegacias de meio ambiente das cidades ou ao Ministério Público.

Lixo recebe toneladas de ouro e prata por ano


Cerca de 320 toneladas de ouro e 7,5 mil toneladas de prata são utilizadas anualmente para a produção de aparelhos eletrônicos como computadores, tablets e celulares. l Foto: Mayra Rosa/CicloVivo
O lixo eletrônico é um problema importante e também valioso. Segundo instituições ligadas à Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 320 toneladas de ouro e 7,5 mil toneladas de prata são utilizadas anualmente para a produção de aparelhos eletrônicos como computadores, tablets e celulares.
O valor dos metais empregados soma cerca de US$ 21 bilhões – US$ 16 bilhões em ouro e US$ 4 bilhões em prata – a cada ano e, quando os aparelhos são descartados, menos de 15% do ouro e da prata são recuperados.
O resultado do acúmulo constante é que o lixo eletrônico mundial contém “depósitos” de metais preciosos de 40 a 50 vezes mais ricos do que os contidos no subsolo, de acordo com dados apresentados na semana passada em reunião organizada pela Universidade das Nações Unidas e pela Global e-Sustainability Initiative (GeSI) em Gana, África.
As quantidades de ouro e prata que vão parar no lixo aumentam à medida que crescem as vendas de aparelhos como os tabletes, cujas vendas em 2012 deverão chegar a 100 milhões de unidades em todo o mundo, número que deverá dobrar até 2014.
Produtos elétricos e eletrônicos consumiram 197 toneladas em 2001, equivalentes a 5,3% da oferta mundial do metal. Em 2011, foram 320 toneladas, com 7,7% do total disponível. Apesar do crescimento de cerca de 15% na oferta de ouro na última década, o preço do metal disparou, aumentando cinco vezes entre 2001 e 2011, segundo o levantamento.
“Em vez de olharmos para o lixo eletrônico como um fardo, precisamos encará-lo como uma oportunidade”, disse Alexis Vandendaelen, representande da Umicore Precious Metals Refining, da Bélgica, durante o evento.
De acordo com os especialistas, além de melhores padrões de consumo sustentável, os sistemas de reciclagem precisam melhorar para lidar com o novo tipo de lixo, mais valioso, porém mais difícil de trabalhar do que plástico ou papel.
De acordo com o levantamento feito pela GeSI e pela iniciativa Solving the E-Waste Problem (StEP) – que envolve organizações da ONU, da sociedade civil e empresas –, cerca de 25% do ouro é perdido e não pode ser recuperado por conta dos processos de desmanche empregados nos países mais desenvolvidos. Nos países em desenvolvimento, o total inviabilizado chega a 50%.
Para os especialistas presentes na reunião em Gana, o lixo eletrônico não deve ser encarado como lixo, mas como recurso, uma vez que representa uma importante fonte de renda e sua reciclagem é fundamental para a preservação do ambiente e para o desenvolvimento sustentável.
E isso não se aplica apenas ao ouro e à prata, mas a diversos outros metais, como cobre, paládio, platina, cobalto ou estanho, contidos nos produtos eletrônicos descartados.
“Precisamos recuperar elementos raros de modo a poder continuar a fabricar produtos de tecnologia da informação, baterias para carros elétricos, painéis solares, televisores de tela plana e uma infinidade de outros produtos populares”, disse Ruediger Kuehr, secretário executivo da StEP.
“Um dia – espero que mais cedo do que tarde –, as pessoas vão olhar para trás e perguntar como foi que nós conseguimos ser tão cegos e desperdiçar tanto nossos recursos naturais”, disse Kuehr.
fonte: Ciclo Vivo

sexta-feira, 20 de julho de 2012

POSTE DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA SEM FIO



Poste de iluminação pública 100% alimentado por energia eólica e solar

Cem por cento limpeza 
Por GEVAN OLIVEIRA

Empresário cearense desenvolve o primeiro poste de iluminação pública 100% alimentado por energia eólica e solar

Não tem mais volta.
As tecnologias limpas – aquelas que não queimam combustível fóssil – serão o futuro do planeta quando o assunto for geração de energia elétrica. E, nessa onda, a produção eólica e solar sai na frente, representando importantes fatias na matriz energética de vários países europeus, como Espanha, Alemanha e Portugal, além dos Estados Unidos. Também está na dianteira quem conseguiu vislumbrar essa realidade, quando havia apenas teorias, e preparou-se para produzir energia sem agredir o meio ambiente. No Ceará, um dos locais no mundo com maior potencial energético (limpo), um ‘cabeça chata’ pretende mostrar que o estado, além de abençoado pela natureza, é capaz de desenvolver tecnologia de ponta.

 O professor Pardal cearense é o engenheiro mecânico Fernandes Ximenes, proprietário da Gram-Eollic, empresa que lançou no mercado o primeiro poste de iluminação pública 100% alimentado por energias eólica e solar. Com modelos de 12 e 18 metros de altura (feitos em aço), o que mais chama a atenção no invento, tecnicamente denominado de Produtor Independente de Energia (PIE), é a presença de um avião no topo do poste.
Feito em fibra de carbono e alumínio especial – mesmo material usado em aeronaves comerciais –, a peça tem três metros de comprimento e, na realidade, é a peça-chave do poste híbrido. Ximenes diz que o formato de avião não foi escolhido por acaso. A escolha se deve à sua aerodinâmica, que facilita a captura de raios solares e de vento. "Além disso, em forma de avião, o poste fica mais seguro. São duas fontes de energia alimentando-se ao mesmo tempo, podendo ser instalado em qualquer região e localidade do Brasil e do mundo", esclarece.
Tecnicamente, as asas do avião abrigam células solares que captam raios ultravioletas e infravermelhos por meio do silício (elemento químico que é o principal componente do vidro, cimento, cerâmica, da maioria dos componentes semicondutores e dos silicones), transformando-os em energia elétrica (até 400 watts), que é armazenada em uma bateria afixada alguns metros abaixo. Cumprindo a mesma tarefa de gerar energia, estão as hélices do avião. Assim como as naceles (pás) dos grandes cata-ventos espalhados pelo litoral cearense, a energia (até 1.000 watts) é gerada a partir do giro dessas pás.
Cada poste é capaz de abastecer outros três ao mesmo o tempo. Ou seja, um poste com um "avião" – na verdade um gerador – é capaz de produzir energia para outros dois sem gerador e com seis lâmpadas LEDs (mais eficientes e mais ecológicas, uma vez que não utilizam mercúrio, como as fluorescentes compactas) de 50.000 horas de vida útil dia e noite (cerca de 50 vezes mais que as lâmpadas em operação atualmente; quanto à luminosidade, as LEDs são oito vezes mais potentes que as convencionais). A captação (da luz e do vento) pelo avião é feita em um eixo com giro de 360 graus, de acordo com a direção do vento.
À prova de apagão

Por meio dessas duas fontes, funcionando paralelamente, o poste tem autonomia de até sete dias, ou seja, é à prova de apagão. Ximenes brinca dizendo que sua tecnologia é mais resistente que o homem: "As baterias do poste híbrido têm autonomia para 70 horas, ou seja, se faltarem vento e sol 70 horas, ou sete noites seguidas, as lâmpadas continuarão ligadas, enquanto a humanidade seria extinta porque não se consegue viver sete dias sem a luz solar".
 

O inventor explica que a idéia nasceu em 2001, durante o apagão. Naquela época, suas pesquisas mostraram que era possível oferecer alternativas ao caos energético. Ele conta que a caminhada foi difícil, em função da falta de incentivo – o trabalho foi desenvolvido com recursos próprios. Além disso, teve que superar o pessimismo de quem não acreditava que fosse possível desenvolver o invento. "Algumas pessoas acham que só copiamos e adaptamos descobertas de outros. Nossa tecnologia, no entanto, prova que esse pensamento está errado. Somos, sim, capazes de planejar, executar e levar ao mercado um produto feito 100% no Ceará. Precisamos, na verdade, é de pessoas que acreditem em nosso potencial", diz.
Mas esse não parece ser um problema para o inventor. Ele até arranjou um padrinho forte, que apostou na idéia: o governo do estado. O projeto, gestado durante sete anos, pode ser visto no Palácio Iracema, onde passa por testes. De acordo com Ximenes, nos próximos meses deve haver um entendimento entre as partes. Sua intenção é colocar a descoberta em praças, avenidas e rodovias.

 
 O empresário garante que só há benefícios econômicos para o (possível) investidor. Mesmo não divulgando o valor necessário à instalação do equipamento, Ximenes afirma que a economia é de cerca de R$ 21.000 por quilômetro/mês, considerando-se a fatura cheia da energia elétrica. Além disso, o custo de instalação de cada poste é cerca de 10% menor que o convencional, isso porque economiza transmissão, subestação e cabeamento. A alternativa teria, também, um forte impacto no consumo da iluminação pública, que atualmente representa 7% da energia no estado. "Com os novos postes, esse consumo passaria para próximo de 3%", garante, ressaltando que, além das vantagens econômicas, existe ainda o apelo ambiental. "Uma vez que não haverá contaminação do solo, nem refugo de materiais radioativos, não há impacto ambiental", finaliza Fernandes Ximenes.

                                                                                 
Vento e sol         
 Com a inauguração, em agosto do ano passado, do parque eólico Praias de Parajuru, em Beberibe, o Ceará passou a ser o estado brasileiro com maior capacidade instalada em geração de energia elétrica por meio dos ventos, com mais de 150 megawatts (MW). Instalada em uma área de 325 hectares, localizada a pouco mais de cem quilômetros de Fortaleza, a nova usina passou a funcionar com 19 aerogeradores, capazes de gerar 28,8 MW. O empreendimento é resultado de uma parceria entre a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a empresa Impsa, fabricante de aerogeradores. Além dessa, a parceria prevê a construção de dois outros parques eólicos – Praia do Morgado, com uma capacidade também de 28,8 MW, e Volta do Rio, com 28 aerogeradores produzindo, em conjunto, 42 MW de eletricidade. Os dois parques serão instalados no município de Acaraú, a 240 quilômetros de Fortaleza.Se no litoral cearense não falta vento, no interior o que tem muito são raios solares. O calor, que racha a terra e enche de apreensão o agricultor em tempos de estiagem, traz como consolo a possibilidade de criação de emprego e renda a partir da geração de energia elétrica. Na região dos Inhamuns, por exemplo, onde há a maior radiação solar de todo o país, o potencial é que sejam produzidos, durante o dia, até 16 megajoules (MJ – unidade de medida da energia obtida pelo calor) por metro quadrado.
 
Essa característica levou investidores a escolher a região, especificamente o município de Tauá, para abrigar a primeira usina solar brasileira. O projeto está pronto e a previsão é que as obras comecem no final deste mês (abr10). O empreendimento contará com aporte do Fundo de Investimento em Energia Solar (FIES), iniciativa que dá benefícios fiscais para viabilizar a produção e comercialização desse tipo de energia, cujo custo ainda é elevado em relação a outras fontes, como hidrelétricas, térmicas e eólicas.
A usina de Tauá será construída pela MPX – empresa do grupo EBX, de Eike Batista – e inicialmente foi anunciada com uma capacidade de produção de 50 MW, o que demandaria investimentos superiores a US$ 400 milhões. Dessa forma, seria a segunda maior do mundo, perdendo apenas para um projeto em Portugal. No entanto, os novos planos da empresa apontam para uma produção inicial de apenas 1 MW, para em seguida ser ampliada, até alcançar os 5 MW já autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os equipamentos foram fornecidos pela empresa chinesa Yingli.
Segundo o presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Antônio Balhmann, essa ampliação dependerá da capacidade de financiamento do FIES. Aprovado em 2009 e pioneiro no Brasil, o fundo pagaria ao investidor a diferença entre a tarifa de referência normal e a da solar, ainda mais cara. "A energia solar hoje é inviável financeiramente, e só se torna possível agora por meio desse instrumento", esclarece. Ao todo, estima-se que o Ceará tem potencial de geração fotovoltaica de até 60.000 MW.
Também aproveitando o potencial do estado para a energia solar, uma empresa espanhola realiza estudos para definir a instalação de duas térmicas movidas a esse tipo de energia. Caso se confirme o interesse espanhol, as terras cearenses abrigariam as primeiras termossolares do Brasil. A dimensão e a capacidade de geração do investimento ainda não estão definidas, mas se acredita que as unidades poderão começar com capacidade entre 2 MW a 5 MW.

Bola da vez

De fato, em todas as partes do mundo, há esforços cada vez maiores e mais rápidos para transformar as energias limpas na bola da vez. E, nesse sentido, números positivos não faltam para alimentar tal expectativa. Organismos internacionais apontam que o mundo precisará de 37 milhões de profissionais para atuar no setor de energia renovável até 2030, e boa parte deles deverá estar presente no Brasil. Isso se o país souber aproveitar seu gigantesco potencial, especialmente para gerar energias eólica e solar. Segundo o Estudo Prospectivo para Energia Fotovoltaica, desenvolvido pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), o dever de casa no país passa, em termos de energia solar, por exemplo, pela modernização de laboratórios, integração de centros de referência e investimento em desenvolvimento de tecnologia para obter energia fotovoltaica a baixo custo. Também precisará estabelecer um programa de distribuição de energia com sistemas que conectem casas, empresas, indústria e prédios públicos.
"Um dos objetivos do estudo, em fase de conclusão, é identificar as oportunidades e desafios para a participação brasileira no mercado doméstico e internacional de energia solar fotovoltaica", diz o assessor técnico do CGEE, Elyas Ferreira de Medeiros. Por intermédio desse trabalho, será possível construir e recomendar ações estratégicas aos órgãos de governo, universidades e empresas, sempre articuladas com a sociedade, para inserir o país nesse segmento. Ele explica que as vantagens da energia solar são muitas e os números astronômicos. Elyas cita um exemplo: em um ano, a Terra recebe pelos raios solares o equivalente a 10.000 vezes o consumo mundial de energia no mesmo período.
O CGEE destaca, em seu trabalho, a necessidade de que sejam instituídas políticas de desenvolvimento tecnológico, com investimentos em pesquisa sobre o silício e sistemas fotovoltaicos. Há a necessidade de fomentar o desenvolvimento de uma indústria nacional de equipamentos de sistemas produtivos com alta integração, além de incentivar a implantação de um programa de desenvolvimento industrial e a necessidade de formação de profissionais para instalar, operar e manter os sistemas fotovoltaicos.
Fonte: Revista Fiec