sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Um pontinho verde em meio ao cinza

São Paulo é caótica e pálida, mas aos poucos conseguimos mudar algumas coisas...
Vamos falar sobre o telhado verde do shopping Eldorado aqui em São Paulo, conhece??? 
Saiba que estão mandando muito bem por lá. Há todo um projeto fantástico de compostagem, reúso de água e as projeções dos resultados são ótimas: como menos 1 - 2ºC  na temperatura interna do prédio, além da triagem e destinação correta dos resíduos como prevê a Política Nacional dos Resíduos Sólidos.
O shopping Eldorado, que está localizado na zona Oeste de São Paulo,  recebe cerca de 50 a 60 mil pessoas por dia, e implantou em sua cobertura um telhado verde, com o produto da compostagem dos restos de alimentos que são descartados todos os dias na praça de alimentação. Os alimentos são levados a uma ilha na própria praça de alimentação do shopping e lá acontece a triagem dos mesmos, após esta etapa, os resíduos “qualificados” para o processo de compostagem são levados a uma central, onde são triturados e adicionados biopolímeros e enzimas, desenvolvidas e patenteadas pelo BIOIDÉIAS, que transformam o material em húmus através da aceleração química e rotação à elevadas temperaturas (aproximadamente 60 graus Celsius) por quinze minutos, de forma a eliminar os possíveis patógenos. Em seguida, este composto é reservado até que esfrie, e só depois é levado para o teto do shopping e utilizado como fertilizante orgânico. Com isso, legumes e hortaliças são plantados e apresentam excelente qualidade. Este é um dos exemplos de horta urbana no Brasil e também um Case específico de sucesso no processo de compostagem, devido à tecnologia empregada pelo Bioidéias (instituto responsável pela pesquisa e implementação dos biopolímeros para aceleração do processo da compostagem) que torna o processo infinitamente mais rápido, se comparado às técnicas tradicionais que são usadas na compostagem.
Sem os biopolímeros ou catalisadores, o tempo de compostagem comum dos resíduos orgânicos pode chegar a 180 dias. A tecnologia empregada pelos Engenheiros agrônomos Rui e Cristina Signori no shopping, garante a economia de tempo e principalmente a economia de espaço, pois sem este acelerador seriam necessárias grandes áreas para o processo e acumulo dos resíduos nos seus vários estágios de decomposição.
Foto: Ana Carolina Rodrigues

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Erosão do solo



Com essa atividade é possível observar como a erosão acontece, e quais seus riscos. 

Fonte: Educar brincando

Óculos de sol são produzidos com CDs e DVDs reaproveitados


O estúdio de design taiwanês MiniWiz está em constante busca por produtos sustentáveis. Além de o composto reaproveitar velhos objetos, também é misturado cascas de arroz carbonizadas, que, por sua vez, provêm de resíduos agrícolas. As embalagens dos óculos também são sustentáveis, feitas com polipropileno reciclado.

Esse processo de fabricação traz uma economia ambiental, uma vez que poupa os recursos da natureza e ainda reduz em 70% as emissões de carbono. Cada par de óculos é vendido em caixas semelhantes às de tortas de maçã vendidas pelo Mc Donalds.

A empresa garante que o material é flexível, antialérgico e possui proteção UV.

Foto: MiniWiz/Divulgação
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Fonte

Avião movido a energia solar impulsiona criação de tecnologias limpas

O primeiro protótipo da aeronave Solar Impulse cruzou os Estados Unidos de costa a costa neste ano. O segundo protótipo deverá estar pronto no começo no ano que vem e disponível para dar uma volta ao mundo em 2015.
Os aviões já contribuíram para o aperfeiçoamento de diversas tecnologias inovadoras na área de energia "limpa" e renovável, independente de combustíveis fósseis.
Ironicamente, eles estão longe de serem uma antevisão do futuro da aviação comercial. São bons "demonstradores de tecnologias", mas uma aeronave para um ou dois tripulantes com peso máximo de até duas toneladas está bem distante de substituir um avião de passageiros como um Boeing ou Airbus, com mais de 500 toneladas e capazes de levar centenas de passageiros.
Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress
"Queremos demonstrar a importância da sustentabilidade e da inovação. Vai demorar muito até podermos ver aviões 'limpos'. Um Boeing 707 dos anos 1950 é muito similar a um Airbus de agora", diz um dos fundadores do projeto Solar Impulse, o engenheiro e piloto suíço André Borschberg, que visitou recentemente São Paulo.
Ele veio ao Brasil a convite da empresa Solvay, multinacional suíça que é uma das patrocinadoras do projeto. A empresa está presente no projeto com 11 produtos específicos em 20 aplicações --e em quase 6.000 peças do avião.
Por exemplo, as células solares no topo das asas que geram a energia para as aeronaves precisam ser encapsuladas para proteção contra umidade; uma substância especial foi criada para isso.
E, para ser leve, o avião tem de usar o mínimo de metais, substituídos por fibras de carbono e plástico ultraleves mas resistentes. Alguns desses materiais têm metade da densidade do alumínio.
A iniciativa do projeto foi do explorador suíço Bertrand Piccard, o outro piloto principal. Piccard percorreu o mundo em balão sem escalas em 1999 e sua família tem "pedigree" exploratório. Seu avô, Auguste Piccard (1884-1962), foi um pioneiro no uso de balões para grandes altitudes e de batiscafos para explorar o fundo do mar.
"Nossa equipe, nossas soluções não saíram da indústria aeronáutica. Temos bons engenheiros que vieram da Fórmula 1. O pessoal da aviação dizia que era impossível", diz Borschberg, ex-piloto de caça da Força Aérea Suíça.
"Não pretendemos revolucionar a aviação, mas usar essas tecnologias no dia a dia."
Fonte: Folha.com

Bairro solar na Alemanha produz quatro vezes mais energia do que consome


O condomínio é capaz de produzir quatro vezes mais energia do que consome.
Foto :Rolf Disch

O bairro solar Schlierberg, em Friburgo, Alemanha, é capaz de produzir quatro vezes mais energia do que consome, provando que uma construção ecológica pode ser muito lucrativa.
O condomínio é autossuficiente em energia e atinge isso através do seu projeto de energia solar, que utiliza painéis fotovoltaicos dispostos na direção correta. Parece uma estratégia simples mas, geralmente, os projetistas pensam nas instalações solares tardiamente, e dessa forma os painéis perdem parte de sua eficiência.
A vila, projetada pelo arquiteto alemão Rolf Disch, enfatiza a construção de casas e vilas que planejam as instalações solares desde o início do projeto, incorporando inteligentemente uma série de grandes painéis solares sobre os telhados. Os edifícios também foram construídos dentro das normas de arquitetura passiva, o que o permite produzir quatro vezes a quantidade de energia que consome.
O condomínio, com cerca de 11 mil m2, possui densidade média, tamanho balanceado, acessibilidade, espaços verdes e exposição solar.
Ao todo são 59 residências e um grande edifício comercial, chamado Solar Ship, que criam uma região habitável com o menor impacto ambiental possível. Nove das residências são apartamentos localizados na cobertura do edifício comercial. As residências multifamiliares possuem entre 75 e 162 m2.
Todas as casas são de madeira e construídas apenas com materiais de construção ecológicos. O conceito de cores foi desenvolvido por um artista de Berlim, Erich Wiesner.
As casas têm grande acesso ao aquecimento solar passivo e utilizam a luminosidade natural. Cada casa possui uma cobertura simples, com beirais largos, que permitem a presença do sol durante o inverno e protegem as casas durante o verão. Tecnologias avançadas como o isolamento a vácuo, aumentam o desempenho térmico do sistema da construção.
As coberturas possuem sistemas de captação de água da chuva. A água é utilizada na irrigação de jardins e nas descargas de vasos sanitários. Os edifícios também utilizam lascas de madeiras para o aquecimento no inverno, diminuindo ainda mais o impacto no ambiente.
As instalações permanecem livres de carros, graças à garagem abaixo do edifício comercial, onde é organizado um sistema de compartilhamento de automóveis.

Fonte: Mayra Rosa - Redação CicloVivo



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